Foi a primeira vez no presente século, que a Volta a Portugal foi apresentada fora de Lisboa, num compromisso assumido no ano passado no final da prova em Viana do Castelo, por Joaquim Gomes, Diretor da organização.
Esta foi a forma da Podium Events, a entidade organizada da 85ª Volta a Portugal Continente agradecer a Viseu, ao Município e aos viseenses, estarem sempre ao lado da prova e assim retribuir esse apoio incondicional, no ano em que é a Cidade Europeia do Desporto.Foi perante uma entusiasta assistência, que lotou por completo o Teatro Viriato, que se ficaram a conhecer todos os pormenores da “Portuguesa”, que se disputa entre 24 de julho e 4 de agosto, e que tem início, 37 anos depois em Águeda, e de permeio tem de novo na Guarda, a cidade mais alta de Portugal, o dia de descanso da prova e recebe a Etapa da Volta, com o tradicional contrarrelógio final a ser corrido em Viseu, durante a sempre concorrida Feira de São Mateus.
O suíço Colin Stussi (Team Vorarlberg), vencedor da edição do ano passado, é um dos 119 corredores de 17 equipas, 9 portuguesas e 8 estrangeiras, quatro das quais Pro Team, que alinharão à partida do Prólogo da 85ª Volta a Portugal Continente na Capital da Bicicleta, que tem dez etapas, num total de 1539,2 quilómetros.
Esta será uma edição diferente e marcante pelo facto de a primeira, terceira e quarta etapa terminarem em alto. A tirada inaugural marcar o regresso ao Observatório de Vila Nova (Miranda do Corvo), no terceiro dia será a ascensão à Torre e no dia seguinte, e antes do descanso, o sempre temido final no empedrado da Guarda, cruzado por duas vezes.

A este propósito, diga-se que para além da cidade Egitaniense, os finais das etapas de Bragança, Boticas e Paredes, haverá uma primeira passagem pela linha da meta, o que permitirá à caravana fazer o “reconhecimento” dessas chegadas.

A vila do Crato, marcando a passagem pelo Alentejo e Penedono, na sub-região do Douro, são as estreias desta edição. Mítica será a partida de Santarém do interior da antiga Escola Prática de Cavalaria, em Homenagem ao Capitão Salgueiro Maia e aos Heróis do 25 de Abril, com uma chegada ao típico bairro de Marvila, em Lisboa.

Etapas decisivas ou marcantes da Volta: as chegadas ao Observatório de Vila Nova (1ª etapa), Torre (3ª etapa) Guarda (4ª etapa) e Senhora da Graça (9ª etapa), que desde 1978 vai receber pela quadragésima quinta vez a “Portuguesa”, e o contrarrelógio final em Viseu, Cidade Europeia do Desporto 2024, que acolhe pela oitava vez o final da Volta, numa luta contra o cronómetro com início e final da sempre bela Avenida da Europa.

DECLARAÇÕES
Joaquim Gomes (Diretor da Organização): “Olhar para a Volta é como olhar para um grande Jogo da Glória em que pode mudar todos os anos. O que muda este ano ? Vai ser um início de Volta anormalmente exigente, onde na primeira semana os principais candidatos terão oportunidade de afirmar a candidatura à vitória na prova. Após o final da quarta etapa, na Guarda, só uma vintena de corredores estarão em condições de poderem vencer a prova”.

Jorge Almeida (presidente da C.M. de Águeda): “Somos a terra que mais bicicletas produz na Europa, mas não só, somos o Município do País que mais provas acolhe. Gostamos de ciclismo e entendemos o mesmo como um desporto de companheirismo. Prometo que a cidade estará engalanada com os chapéus de chuva no Agitagueda”

Sérgio Costa (presidente da C.M. da Guarda): “A Volta é uma mole humana que se transforma no mais espetáculo desportivo ambulante do País. Receber o ciclismo e a Volta são uma das melhores formas de dar a conhecer o nosso Município”.

Fernando Ruas (presidente da C.M.de Viseu): “Quero agradecer penhoradamente a ligação umbilical de Viseu com a Volta a Portugal. O ciclismo é para nós fundamental e deveria ser aproveitado por todas os municípios. Vai a casa das pessoas e sai de Lisboa. Os políticos que ponham os olhos no ciclismo para esbater assimetrias”.

Delmino Pereira (Presidente da F.P.Ciclismo): “”A Volta é uma prova que honra a história de quase 100 anos. O ciclismo confunde-se com o povo e o território, onde as autarquias são os principais patrocinadores da modalidade. Esta tem o condão de ser um grande veículo das marcas e onde os patrocinadores saem engrandecidos com o ciclismo”.

EQUIPAS
TEAM VORARLBERG (AUT), CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP), EQUIPO KERN PHARMA (ESP), BURGOS-BH (ESP), EUSKALTEL-EUSKADI (ESP), PARKHOTEL VALKENBURG (NED), SABGAL-ANICOLOR (POR), PROJECT ECHELON RACING (USA), EFAPEL CYCLING (POR), ABTF BETÃO-FEIRENSE (POR), TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA (POR), GI GROUP HOLDING-SIMOLDES-UDO (POR), CREDIBOM-LA ALUMÍNIOS-MARCOS CAR (POR), AP HOTELS & RESORTS-TAVIRA-SC FARENSE (POR), AVILUDO-LOULETANO-LOULÉ CONCELHO (POR), PETROLIKE (MEX) e RADIO POPULAR-PAREDES-BOAVISTA (POR)

SÍMBOLOS DE DISTINÇÃO
Existem quatro camisolas que distinguem os líderes de cada classificação.
Camisola Amarela Continente – Classificação Geral Individual
Camisola Laranja Galp – Classificação por Pontos
Camisola Azul Carclasse – Classificação da Montanha
Camisola Branca Placard – Classificação da Juventude
“Prémio Melhor Português” – Jogos Santa Casa (cada etapa)

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