A Comissão Concelhia do PCP promoveu na passada terça-feira uma acção de contacto com os pescadores da região.

A iniciativa teve lugar na lota de Esposende, contou com a presença de dirigentes locais e regionais do PCP e consistiu na distribuição de um documento que aborda os problemas causados pelo assoreamento da foz do Cávado.

A propósito das posições sustentadas pelo Secretário de Estado das Pescas e por um Vereador da Câmara Municipal de Esposende, que caracterizam a dragagem da foz como sendo inviável, pode ler-se no comunicado referido que a Comissão Concelhia de Esposende do PCP «não aceita que a propósito de encontrar “soluções definitivas”, se arraste interminavelmente o problema dos pescadores. O PCP defende a coexistência de diferentes soluções para o problema».

A VERDADE NEM SEMPRE É A QUE NOS QUEREM FAZER CRER

Toda a gente sabe que o rio Cávado tem a sua foz assoreada , toda a gente sabe que o assoreamento da foz dificulta aos pescadores o desenvolvimento a sua atividade.

Toda a gente sabe que a construção das barragens possibilita a regularização do rio mas tira-lhe força para levar o depósito de inertes para o mar.

Toda a gente sabe que o problema da barra também coloca questões ao nível da proteção civil da cidade de Esposende face às habituais marés vivas de grandes amplitudes, ao nível
do desenvolvimento do turismo e ao nível do domínio ambiental.

Toda a gente sabe que a solução da construção de uma duna artificial, na zona da restinga, com a colocação de cilindros geossintéticos, não foi eficaz.

Toda a gente sabe que a dragagem do canal de navegação e da foz será imprescindível para o rio oferecer novamente condições de navegabilidade.
Mas, o que nem todos sabem é que: O PCP apresentou, em novembro de 2017, uma proposta para a criação de uma empresa pública de dragagens e que esta foi chumbada pelo PS, PSD e CDS-PP.

Em setembro 2018, o gabinete da Ministra do Mar escreve: “sendo a dragagem de manutenção da barra do rio Cávado da responsabilidade da Sociedade Polis Litoral Norte, de acordo com a informação transmitida pela Direção Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, prevê-se que os trabalhos de dragagem se iniciem a todo o do equipamento de dragagem pelo empreiteiro.
Prevê-se que a duração desta dragagem seja de dois meses”.

O Secretário de Estado das Pescas, dois meses depois, informou que a dragagem teve que ser “suspensa” na sequência da emissão de uma recomendação da Agência Portuguesa do
Ambiente (APA) que defendia a “proteção do litoral”.

Aquando da visita do Secretário de Estado das Pescas, em novembro 2018, um vereador da Câmara referiu-se à dragagem do rio como inviável e como solução não definitiva, estando
previsto o desenvolvimento de um projeto para encontrar uma solução eficaz e definitiva.
Neste contexto, a Comissão Concelhia de Esposende do PCP afirma: Não sabemos o porquê desta posição da APA não ter sido assumida pelo seu vice-presidente Pimenta Machado, aquando da apresentação do POOC, no auditório municipal. Seria vergonha?

O PCP não aceita que a propósito de encontrar “soluções definitivas”, se arraste interminavelmente o problema dos pescadores. O PCP defende a coexistência de diferentes soluções para o
problema.
Os pescadores devem continuar unidos e a lutar por melhores condições de trabalho e de vida e podem continuar a acreditar no PCP, pois continuaremos a estar sempre do seu lado.
Aproveitamos para desejar um bom Ano Novo, que queremos e desejamos seja um tempo de novos avanços e melhoramentos não só para os pescadores de Esposende, mas também para a
vida de todos os trabalhadores e povo português.

A Comissão Concelhia de Esposende do PCP

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