O Agrupamento de Escolas António Correia de Oliveira, em Esposende, acolheu, sexta feira, a iniciativa “A Europa vai à Escola” que visa “dar a conhecer a União Europeia e mostrar como funciona” tendo em vista uma participação cada vez mais ativa por parte dos cidadãos, segundo adiantou o esposendense Joaquim Capitão, Diretor Geral do Ambiente, da Comissão Europeia.
A iniciativa “A Europa vai à Escola” foi comemorada no dia 30 de Outubro, em Portugal. Esta iniciativa visa aproximar as pessoas de cada país da realidade que se vive na União Europeia, dando a conhecer a sua estrutura de funcionamento.
Neste sentido, na passada sexta feira, deslocaram-se desassete altos funcionários portugueses da Comissão Europeia a uma escola onde estudaram.
No Agrupamento António Correia de Oliveira, em Esposende, marcou presença o esposendense Joaquim Capitão, da Direção Geral do Ambiente, da Comissão Europeia.
O início dos trabalhos foi marcado pela intervenção dos alunos que tocaram o hino da UE (o Hino da Alegria, de Beethoven).
O diálogo com os alunos do 6º ano e 9º anos da Escola António Correia de Oliveira e da Escola Integrada de Apúlia decorreu de forma muito objetiva, atrativa, interessante e participativa tendo em conta três vetores fundamentais: o que se faz na União Europeia, a política do ambiente e a experiência pessoal.
Tudo isto porque no fundo, a UE, “também é gente” e é importante os cidadãos saberem o que se passa em Bruxelas. A origem, a estrutura e o funcionamento da UE serviram como aperitivo para a exposição da política ambiental, terminando com a experiência pessoal do palestrante.
Joaquim Capitão focou a sua intervenção principal no âmbito do seu trabalho, nomeadamente na biodiversidade, qualidade do ar e da água, na poluição industrial e na gestão dos resíduos tendo como meta “a participação dos cidadãos nas decisões ambientais”e “proteger os recursos naturais”, pois a conservação da natureza “depende muito da participação dos cidadãos”, salientou.
Expôs o Programa “LIFE”, com mais de quatro mil projetos, dos quais cento e cinquenta de Portugal. Referiu mesmo que Portugal apresentou dois dos melhores projetos, a saber, um em 2011 sobre o desempenho ambiental da indústria têxtil e em 2013, sobre a defesa e preservação das aves, o que mostra que “nós podemos fazer tão bem ou melhor que os outros”.
Já quanto à experiência pessoal, Joaquim Capitão referiu-se a dois grandes projetos pessoais que liderou e que “me marcaram muito”, nomeadamente as negociações que levaram ao encerramento da central nuclear de Chernobil, na Ucrânia, e o projeto internacional do lince ibérico.
Apesar de viver em Bruxelas, o Comissário confessou continuar a ser “um grande fã de Portugal, apesar de cada país ter os seus interesses”, sendo “importante absorver estas diferenças”.
Como mensagem à escola referiu que uma “boa escola é aquela que nos ensina a pensar e a fornecer os instrumentos para o resto da vida”, sentindo uma “admiração enorme pelos professores porque são fundamentais para a nossa formação”.
Deixou, ainda, uma mensagem aos alunos: é “fundamental gostar daquilo que estamos a fazer”.
Em termos de balanço, Joaquim Capitão considerou este trabalho “muito positivo, apesar de complicado pela falta de tempo e muito grato. Gostei muito”, rematou.
Esta iniciativa foi organizada e promovida pelas professoras Margarida Afonso e Luísa Pombo, que consideraram este trabalho “excelente e de grande alcance para a Escola e para os alunos”.
Albino Neiva, Diretor do Agrupamento de Escolas agradeceu a disponibilidade do Engº Joaquim Capitão, tendo sido uma “grande honra” para o Agrupamento receber “tão ilustre figura da Comissão Europeia”.
Colaborador: Sampaio Azevedo

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