A Associção AssoBio realizou no passado Domingo mais uma visita a terras de Coyra, assim designada na idade Média, Paredes de Coura.

Com amigos de Paredes de Coura, Fão, Valença do Minho e Santiago de Compostela, a jornada iniciou-se bem cedo, caminhando pelas principais ruas da vila e dando a conhecer episódios e personalidades que contribuíram para o seu desenvolvimento e identidade.

A primeira visita guiada foi ao arquivo municipal, depósito e salvaguarda das memórias de Coura. Deambulando pelos diferentes espaços, onde puderam apreciar enormes galerias onde se guardam milhares de documentos em excepcionais condições. Apreciaram ainda a exposição sobre o Foral manuelino concedido a Coura em 1515, entre outros documentos  de muito interesse concelhio.

 Depois a comitiva rumou ao emblemático Templo do Espírito Santo, com a sua majestosa e elegante  fachada e torre  oitocentistas, onde os esperava uma visita orientada para dar a conhecer o espólio pertencente à  grandiosa confraria .

De passagem pela original Biblioteca Municipal, foi evocado o grande escritor e homem de acção, Aquilino Ribeiro que por cá se inspirou para escrever a sua  “Casa grande de Romarigães”.

 Quando os sinos  da torre dos Espírito Santo, badalavam as 12 horas, a maior caminhada começava, em direcção ao Penêdo das Vistas.

Um casario a perder de vista por entre o verde das montanhas. E ainda inebriados por tal paisagem, descendo, ziguezagueando pelas “ Portas do Corno de Bico”, até novamente chegarem ao centro da vila, onde já fumegava o afamado Bacalhau à Miquelina e um Cozido á Moda de Coura que a todos deliciou.

Após o almoço, rumaram ao Centro Cultural, onde decorria um encontro nacional sobre alimentação vegetariana. Já no exterior,  junto á “fonte da sabedoria” e abençoados pelo Anjo do mestre José Rodrigues e ali foi prestada uma singela mas emotiva homenagem.

Depois de uma passagem pela arrojada arquitectura modernista da escola do 1º ciclo, foi tempo de se lembrar os Combatentes da Travanca, local onde, corria o ano de 1662, os militares courenses, lendariamente ajudados por S. Lourenço, correram  com os  castelhanos (não galegos!) até à fronteira, numa vitória que deixou marcas no concelho e naturalmente no país.

Chegados ao Museu de Etnografia e Arqueologia, onde tinham previsto terminar este fantástico roteiro .

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