O Centro Social da Juventude de Mar acolheu, no dia 27 de setembro, uma dádiva de sangue, promovida pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação do Porto, em colaboração com a Associação de Dadores de Sangue de Esposende.

A necessidade de sangue que o país vive no momento foi motivo para que muitos dadores se deslocassem ao Centro Social de Mar, no dia 27 de setembro, para estenderem o braço e, desta maneira, colaborarem na recolha de sangue que decorreu durante toda a manhã.

A recolha foi da responsabilidade do Instituto Português do Sangue e da Transplantação do Porto, em colaboração com a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Esposende, e contou com a parceria e apoio do Centro Social de Mar, da Junta de Freguesia e da Paróquia de Mar.

O bom tempo convidou à comparência dos dadores que assim manifestaram a sua solidariedade e altruísmo para quem necessita do sangue, nos diferentes estabelecimentos de saúde. De forma anónima cada dador deu sangue para ajudar muitos anónimos com problemas de saúde.

De forma voluntária e em troca de um simples café ou sumo, para retemperar o corpo, e com total garantia de segurança médica, os dadores ofereceram, de forma voluntária, o que de melhor o corpo tem: o maravilhoso tecido que faz a diferença.

Foi o caso de Maria Arminda Capitão Lima, de Mar, que já está habituada a dar sangue. “Já dou sangue há muitos anos”, disse à nossa reportagem. “Falaram-me de dar sangue e pensei: ‘se posso ajudar, porque não?’”, continuou a nossa interlocutora. E rematou: “O meu pai precisou de sangue durante muitos anos. E sempre que puder, vou dar sangue, pois não custa nada”, concluiu.

Outra veterana da dádiva foi Maria do Sameiro Alves Sá, de Mar, que já dá sangue “há muitos anos. Dar sangue é uma coisa que todos os que podem devem fazer, nunca sabemos o que pode ser no futuro. Por outro lado, o meu sangue é O negativo, tipo de sangue que é universal e importante e, por isso, é mais uma razão para eu comparecer”. E garantiu: “Vou continuar a dar sangue, sempre que conseguir”, disse.

Do vizinho concelho de Barcelos veio dar sangue a jovem Tânia Pereira, acompanhada pela mãe e pela tia. A Tânia ainda está a dar os primeiros passos na dádiva de sangue, pois foi a segunda vez que estendeu o braço. Confiante e cheia de coragem avançou: “O ano passado dei sangue pela primeira vez e, agora, sempre que posso, compareço. A minha mãe e a minha tia já dão sangue há mais tempo. E como viemos visitar a minha tia e perguntamos onde havia uma dádiva a decorrer, viemos dar sangue. Gostei de dar sangue, pois não custa nada”, referiu.

Atualmente, cada dador pode dar sangue até aos 70 anos.

Fonte: Sampaio Azevedo

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