S. Bartolomeu do Mar, no concelho de Esposende, homenageou os ex-Combatentes do Ultramar, no dia 5 de junho, com a colocação de flores no Memorial, sito no Largo 25 de Abril, uma romagem ao cemitério, uma Eucaristia e um almoço convívio alargado aos familiares e amigos.
A concentração dos ex-combatentes decorreu junto do Memorial em homenagem aos ex-soldados de Mar, onde foi colocada uma coroa de flores pelo Fernando Saleiro, em homenagem a todos os ex-combatentes e onde foi tirada a fotografia oficial.
Seguiu-se a romagem ao cemitério, para homenagear José Lima e seu primo Gastão Lima, falecidos em combate, respetivamente em Moçambique e em Cabinda-Angola, com a presença do ex- pároco Jaime Machado, que lembrou a “necessidade de perpetuar a memória de gente que merece ser recordada pela sua inocência e pelo bem que fizeram”, sendo hora de “dar valor à gente que dignifica a vida”.
Ilídio Maranhão, um dos mentores do evento, lembrou os momentos “de grande aflição, que pareceram uma eternidade”, mas, ao mesmo tempo, de “grande camaradagem, geradora de amizades para toda a vida”, dando origem ao “mito que nos une”. Passado mais de quatro décadas “todos percebemos quão injustas foram aquelas guerras, como foram e são todas as guerras”, referiu o ex-Alferes Miliciano de Cavalaria. Registou, ainda, “a magnânima atitude dos nossos familiares, que nos acompanham”.
Maranhão Peixoto, Vice presidente da Câmara Municipal, lembrou estes “momentos de recordação” e deixou uma palavra “de gratidão” a todos os ex-Combatentes “que a todos nos orgulham. É uma honra e um orgulho estarmos aqui a recordar os ex-Combatentes que fizeram muito e sempre o melhor”. E terminou deixando um apelo para que estas iniciativas “não morram”, pois “é importante não esquecer o passado” na medida em que “honram a nossa comunidade e a nossa terra”.
Fernando Cepa agradeceu a presença de todos, nomeadamente ao pároco Manuel Viana e ao Pe. Jaime Machado, à Junta e Assembleia de Freguesia, pela colaboração, e em especial, aos ex-Combatentes, aos companheiros do José Lima, falecido em Moçambique, da Companhia 1542 e seus familiares, ao Ilídio Maranhão pela colaboração no jornal dos ex-Combatentes, oferta do Centro Social de Mar, ao “Brisa de Mar” pela divulgação do evento e, em especial ao José Santos Neiva e Sargento Azevedo, de Belinho, impedidos por motivos de doença, e cujas melhoras mereceram uma salva de palmas e ao Raul Machado, que se encontra em França, por motivos familiares. Já no final, Fernando Cepa contou a história do “amuleto da sorte”, o punhal que fora baleado na Guiné, e que fez três comissões: uma com o falecido Eugénio Cepa, outra com o Fernando Cepa e a última com o seu irmão Manuel.
Jorge Costa manifestou a sua “grande alegria” pela passagem dos cinco anos de convívio mas também a sua “tristeza” por nem todos estarem presentes. E deixou uma mensagem “devemos ter orgulho, uma vez por ano, neste tipo de convívios”.
O militar “mais antigo” presente no convívio, o Abílio Cerqueira, solicitou que “para o ano estejamos a homenagear os nossos ex-Combatentes” e também “lamentou” a falta de alguns.
O presidente da Junta da União de Freguesias de Belinho e Mar, Manuel Abreu, referiu ser “uma alegria estar convosco, porque gosto da gente de Mar” e só “interessa quem cá está”, para anunciar a confeção do estandarte dos ex-Combatentes de Mar que “é um gosto que vamos tentar concretizar”.
Colaborador: Sampaio Azevedo
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