O projeto “Hortalândia”, do Centro Social da Juventude de Mar, em S. Bartolomeu do Mar, concelho de Esposende, está a ser um sucesso e uma mais valia para as crianças.
Neste momento, a horta produz legumes para consumo na cantina. Por isso, é para continuar no próximo ano.
Às quartas e sextas feiras as crianças dos 3 aos 5 anos deixavam a rotina diária e, vestidas a rigor, deslocavam-se para a “Hortalândia”. O trabalho no campo, num terreno próximo do Jardim de Infância cedido pela sócia Paula Cepa, esperava-as pois há que preparar a terra, comprar as plantas, plantar, regar, tirar as ervas e, nesta fase, já se
procede à apanha de vários produtos: alface, alho francês, repolho, coração de boi, feijão verde, corgete, couve flor, bróculos e couve roxa.
As crianças dos 4 e 5 anos ocupam a manhã das quartas feiras e as dos 3 anos a das sextas na horta “a plantar e a tirar ervas e tratar tudo com muito carinho”, como referem as educadoras Sérgia Pereira e Sofia Sá. Para estas responsáveis, o projeto foi “uma excelente ideia”, já que , “as crianças gostam muito desta atividade porque é novidade”,
pois se antigamente as crianças tinham um contacto direto com a terra ao acompanhar os pais para os campos, hoje isso não acontece.
O resultado é simples: os produtos são consumidos “nos almoços saudáveis da nossa cantina”, adiantam as responsáveis que consideram a experiência “muito positiva e interessante” para as crianças e “os próprios pais adoram”!
Por outro lado, foi uma mais valia para algumas crianças que não consumiam alface na cantina e “passaram a comer da nossa alface, que é muito boa”!
Por isso, o projeto “é para continuar, dada a qualidade do mesmo e a mais valia e enriquecimento para as crianças”. Segundo as educadoras, o sucesso deste projeto “leva-nos a termos de aumentar o espaço para o próximo ano”.
Segundo Fernando Cepa, presidente do Centro Social da Juventude de Mar, este projeto nasceu para “dar a conhecer às crianças a origem dos produtos que consumiam na cantina”; por outro lado, é uma forma de “dar a conhecer às crianças todo o processo de cultivo dos produtos”. E adianta que “em boa hora se deu início a este projeto pois
neste momento já começamos a consumir os produtos que são uma maravilha, pois são biológicos”.
Colaborador: Sampaio Azevedo

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