Integrada na campanha “Novembro Branco”, que o Município está a levar a efeito no sentido de sensibilizar para a problemática da violência contra as mulheres, decorreu, no passado dia 11 de novembro, na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, a apresentação do livro “Vidas Suspensas”, da jornalista Rita Montez, uma edição da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ), que tem o apoio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

O livro reúne testemunhos de doze mulheres sobreviventes de violência doméstica, que relatam não só o horror da violência em relações de intimidade, mas também toda a violência a que estão sujeitas durante todo o seu processo de autonomização. Estes testemunhos são valiosos também porque colocam sobre os holofotes os preconceitos e os estereótipos existentes, que perturbam tantas vezes o apuramento dos factos, forçando mulheres e crianças à presença dos seus agressores e mantendo as suas tantas Vidas Suspensas.

Para além da autora, a sessão de apresentação contou com a presença de Luísa Novo Vaz, membro do Conselho Fiscal da APMJ, sendo que ambas conduziram os presentes à reflexão sobre a violência doméstica, um flagelo social que “mata mais em todo o mundo do que o cancro, os acidentes de carro e a malária juntos”, conforme é referido na introdução do livro, que nota que “em boa parte do mundo, as agressões entre casais ou antigos parceiros deixaram de ser toleradas para se transformarem numa questão socialmente censurada. Por todo o mundo, criam-se campanhas de sensibilização contra este flagelo e divulgam-se programas de apoio às vítimas. Mas há ainda um longo caminho a percorrer”.

Em representação do Município, estiveram presentes na sessão de apresentação do livro a Vereadora da Coesão Social, Raquel Vale, e Vereadora da Cultura, Jaqueline Areias.

 

Fonte: CME

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