A Câmara Municipal de Esposende está disponível para avançar com a primeira fase da intervenção da requalificação da Escola Secundária c/ 3.º Ciclo Henrique Medina. O compromisso foi assumido pelo Presidente Benjamim Pereira, depois de ter efetuado uma série de diligências, no sentido de encontrar uma solução para a concretização da necessária e premente requalificação deste estabelecimento de ensino.

A obra estava prevista na quarta fase das intervenções definidas pela Administração Central, a realizar no âmbito do Programa de Modernização do Parque Escolar, e tinha um orçamento estimado de cerca de 14 milhões de euros. Contudo, não chegou a ser realizada, devido à suspensão das intervenções da Parque Escolar.

Face a esta situação, e atendendo a que a Henrique Medina é a única escola secundária existente no concelho, integrando 1200 alunos, e apresenta sinais evidentes de degradação e de desgaste, uma vez que nunca sofreu obras de fundo ao longo dos seus cerca de trinta anos de existência, o Município pugnou junto do Governo anterior para que a intervenção de requalificação fosse efetuada.

Neste sentido, a Câmara Municipal manifestou, já em 2014, a sua disponibilidade ao Ministério da Educação para a concretização da intervenção, que estimou em cerca de 6 milhões de euros, conforme dossier então entregue à tutela.

Contudo, a obra apenas viria a ser contemplada por fundos comunitários, no âmbito do ITI Cávado (Intervenção Territorial Integrada) e no que se refere às intervenções nas escolas, com 2 252 500 euros, montante que corresponde a 85% do financiamento previsto, sendo que a restante verba terá que ser suportada pelo Município, ainda que se trate de um edifício escolar propriedade do Ministério da Educação, sobre o qual a Câmara Municipal não tem quaisquer responsabilidades.

Ainda assim, porque a intervenção é urgente e necessária para o bom funcionamento da Escola Secundária e determinante para garantir melhores condições de trabalho à comunidade educativa, o Município manifestou disponibilidade para avançar com as obras, desde que esta seja entendida apenas como uma primeira fase de uma intervenção global, dado que o financiamento comunitário previsto é manifestamente insuficiente para a requalificação total da escola. Só nesta condição é que o Município poderá estar disponível para assumir a sua parte do financiamento, ou seja, cerca de 340 mil euros.

Perante este cenário, o Município entendeu colocar o assunto à consideração da direção da Escola Secundária e ao Conselho Municipal de Educação, para que se pronunciassem sobre a decisão a tomar, sendo que todos se pronunciaram a favor de uma intervenção, desde que esta seja entendida como uma primeira fase da obra global.

Comentários Facebook

Comentar

Também poderá gostar de ler

Município de Esposende reforça meios da GNR com videovigilância e duas viaturas

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos