A Unidade Local de Saúde de Braga encerrou o ano de 2025 com um balanço global claramente positivo da sua atividade assistencial, mantendo elevados níveis de resposta clínica e reforçando o grau de diferenciação dos cuidados prestados à população da região do Minho.
Na área da saúde materno-infantil, a ULS Braga registou, ao longo de 2025, o nascimento de 2 874 bebés, afirmando-se como a unidade pública com o maior número de nascimentos no Norte do país.
No mesmo período, foram realizadas mais de 44 mil cirurgias, consolidando a capacidade de resposta cirúrgica da instituição. O ano ficou ainda marcado por um momento histórico com o arranque da cirurgia robótica na ULS Braga, representando um passo decisivo na modernização da prática clínica e no reforço da diferenciação técnica e científica dos serviços prestados.
A implementação da cirurgia robótica simboliza bem o caminho que a ULS Braga tem vindo a trilhar. Um percurso sustentado de inovação, diferenciação clínica e aposta em projetos estruturantes, sempre com o foco na qualidade e segurança dos cuidados prestados aos nossos utentes“, sublinha o Presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, Américo Afonso.
Na sequência deste percurso de crescimento e diferenciação, 2025 ficou igualmente marcado pela realização da primeira cirurgia cardiotorácica na ULS Braga, um marco histórico que reforça a capacidade técnica da instituição e amplia a resposta assistencial em áreas altamente especializadas, reduzindo a necessidade de referenciação externa.
Outro dos indicadores mais relevantes do ano foi a redução significativa do número de episódios registados no Serviço de Urgência. Ao longo de 2025, contabilizaram-se cerca de 195 mil episódios, menos 17 mil do que em 2024, com particular destaque para a diminuição verificada na Urgência Pediátrica. Esta quebra resulta do trabalho contínuo de sensibilização junto da população, promovendo o contacto prévio com a linha SNS 24, um encaminhamento mais adequado e, sempre que possível, o autocuidado no domicílio.
No âmbito da atividade assistencial programada, a ULS Braga voltou a registar um volume expressivo de consultas. Nos cuidados de saúde primários realizaram-se mais de 1 milhão e 771 mil consultas médicas e de enfermagem, num ano em que foram atribuídos médicos de família a mais 2 675 utentes.
No que respeita à descentralização dos cuidados, através do Serviço de Atendimento Complementar, realizaram-se cerca de 19 mil consultas aos sábados, domingos e feriados, assegurando a continuidade de cuidados clínicos mais próximos da comunidade. Já as consultas hospitalares de especialidade totalizaram 570 mil, representando um aumento de cerca de 3 500 consultas face a 2024.
O Hospital de Braga manteve igualmente um elevado volume de internamentos, com mais de 33 mil episódios registados ao longo de 2025, refletindo a complexidade e a intensidade da atividade clínica desenvolvida.
O ano ficou ainda marcado pelo arranque da Hospitalização Domiciliária, um projeto há muito aguardado que veio alargar e humanizar a resposta assistencial. Nos primeiros meses de funcionamento, 53 utentes beneficiaram deste modelo de cuidados, recebendo acompanhamento clínico no domicílio por equipas constituídas por médico e enfermeiro, evitando deslocações desnecessárias ao hospital.
A resposta de acompanhamento ao domicílio continuou igualmente a ser assegurada ao nível dos cuidados de saúde primários, com a realização de mais de 68 mil consultas médicas e de enfermagem ao longo de 2025.
Para Américo Afonso, “estes resultados são, acima de tudo, o reflexo do profundo sentido de missão e dedicação dos nossos profissionais. Foi um ano exigente, com múltiplos desafios, mas em que a ULS Braga conseguiu abrir novos horizontes e lançar bases sólidas para o futuro, algo que muito nos orgulha enquanto instituição pública ao serviço da comunidade e do SNS“.
O Presidente do Conselho de Administração sublinha ainda que 2026 será igualmente um ano desafiante, com novos projetos estruturantes em perspetiva, que permitirão elevar ainda mais a diferenciação clínica e alargar a capacidade de resposta da instituição, nomeadamente através da aquisição de novos equipamentos ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência.
Continuaremos a trabalhar com lealdade para com os nossos profissionais e os utentes que servimos, procurando sempre garantir respostas cada vez mais qualificadas, eficientes e humanas, para que nenhum utente fique para trás“, conclui Américo Afonso.

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