A vereadora da Coesão e Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Esposende, Fátima Escrivães, defendeu hoje a adoção de uma estratégia municipal para o desenvolvimento social que reforce os pilares dedicados ao envelhecimento ativo, à vida saudável e à qualificação do tecido social e institucional. “Queremos construir um território onde todas as pessoas, independentemente da idade, possam viver com qualidade, autonomia e significado”, afirmou a vereadora, na sessão de abertura do II Encontro de Boas Práticas na Promoção do Envelhecimento Ativo e Saudável.
Sublinhando que “vivemos num tempo em que a longevidade representa uma conquista extraordinária da humanidade”, Fátima Escrivães considerou que, em Esposende, essa realidade é encarada como uma oportunidade para reforçar a participação social, promover a autonomia, valorizar trajetórias de vida e garantir dignidade em todas as etapas do ciclo de vida.
Evidenciando o papel das instituições de solidariedade social no concelho, a vereadora destacou que “o desafio da longevidade não se resume a acrescentar anos à vida, mas sim a acrescentar qualidade, propósito e direitos aos anos”.
“Trata-se de garantir que cada pessoa tenha oportunidade de viver, envelhecer, cuidar e ser cuidada com dignidade. Uma sociedade que valoriza quem envelhece é uma sociedade que se respeita a si própria”, reforçou.
Para Fátima Escrivães, este encontro “constitui uma expressão prática do trabalho desenvolvido pela Rede Social de Esposende e pelo programa Ativo+ | Projeto Colaborativo para a longevidade ativa e saudável, alinhado com as políticas nacionais e internacionais”.
Depois do êxito alcançado na primeira edição, a vereadora da Coesão e Desenvolvimento Social sublinhou que “este regresso simboliza continuidade, compromisso e, acima de tudo, responsabilidade. Responsabilidade perante uma realidade demográfica que nos desafia, mas que também nos inspira a construir respostas à altura das pessoas e das comunidades”.
A iniciativa pretende fortalecer a capacidade de intervenção das instituições locais que atuam na área do envelhecimento, promovendo a partilha de boas práticas, a construção de soluções colaborativas e a inspiração mútua, com enfoque especial nos cuidados às pessoas mais velhas.
O primeiro painel contou com a intervenção de Alexandra Lopes, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que traçou um paralelismo entre os sistemas sociais de cuidados em Portugal e na Europa, destacando o papel essencial das IPSS face à predominância nacional do cuidado residencial, em contraste com o modelo europeu, centrado na prevenção, reabilitação e integração comunitária.
O Encontro proporcionou ainda a partilha de casos concretos de acompanhamento do envelhecimento, como o projeto “Tempo de Cuidar 3.0”, da Benéfica e Previdente Associação Mutualista, focado no combate à solidão em Campanhã e no Centro Histórico do Porto, e o projeto “Home 360”, da Casa do Telhal (Instituto S. João de Deus), que atua na área de Cascais/Sintra com pessoas com demência.
As apresentações estiveram a cargo das técnicas Joana Machado, Bruna Sousa e Vanda Pinto, com moderação de António da Fonseca, da Universidade Católica do Porto, ilustrando as tendências emergentes no apoio domiciliário, orientadas para a preservação da dignidade na velhice.
Seguiu-se o painel “Cuidar com Dignidade: Melhorar os Sistemas, Garantir Direitos”, com Patrícia Paquete (Terapeuta Ocupacional e CEO da Humanamente) e Paula Guimarães (Empreendedora Social e Ativista dos Direitos Humanos), e a apresentação de Rute Lemos, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sobre o Projeto Lets-Care.
Durante a tarde, realizaram-se workshops práticos dedicados à “Metodologia de Intervenção Centrada na Pessoa”, “Desenhar Respostas Inovadoras na Comunidade/Domicílio” e “Envelhecer com Dignidade – Salvaguarda dos Direitos”.
Com a realização deste evento, o Município de Esposende contribui para o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente dos ODS 3 – Saúde de Qualidade, 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis e 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

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