No dia 25 de março os associados da AssoBio estiveram envolvidos na Ação de controlo de plantas infestantes na restinga de Ofir.
Além dos voluntários, a iniciativa ainda contou com o esforço de funcionários da junta de freguesia local, da autarquia, do Parque Natural do Litoral Norte, da associação Rio Neiva e de uma equipa dos sapadores florestais da Associação Florestal do Cávado.
Em jeito de resposta aos vários passantes, que se interrogaram e interrogavam por que motivo se abatía aquela mancha verde e eram informados de que a disseminação de espécies exóticas é uma das maiores ameaças ao equilíbrio dos ecossistemas ao nível global. Entre outros impactos negativos, as plantas invasoras exóticas como as acácias (austrálias) ou os pitósporos estão a contribuir para a diminuição da disponibilidade de água naquele sistema dunar e a alterar a composição e a quantidade dos nutrientes no solo, fazendo desaparecer a variada flora dunar nativa e, consequentemente, a sua biodiversidade.
A ação consistiu no abate (corte pela base do tronco) de duas manchas de acácias (Acacia longifolia) e de pitósporos (Pittosporum sp.) e na posterior trituração. De ora em diante, para que esta ação resulte no efeito desejado (a efetiva erradicação das espécies infestantes), considerando que no solo está depositado um enorme banco de sementes, é necessário que anualmente e durante vários anos sejam arrancadas as plantas que ali germinarão em ainda maior densidade. Se este processo se concretizar, estamos certos de que a não muito longo prazo ali regressará a exuberância dos narcisos-das-areias (Pancratium maritimum), o aroma adocicado das perpétuas-das-areias (Helichrysum italicum) e o colorido dos goivinhos-da-praia (Malcomia littorea).



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