Como forma de assinalar o Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, sob o tema “Culturas Vivas!”, o Município de Esposende promoveu, no passado sábado, a apresentação do conto juvenil “Para onde vais, Argaço?”, numa sessão realizada no Museu do Sargaço, em Apúlia.

Integrada na Coletânea de Contos do Património Museológico Esposendense, a publicação, da autoria de Hugo Direito Dias e Adriana Moreira, valoriza o património cultural associado à tradição sargaceira, procurando aproximar as gerações mais jovens das memórias, dos conhecimentos e das práticas que marcam a identidade do concelho.

A obra resulta de um processo de participação comunitária desenvolvido no âmbito do Programa Municipal de Arte e Comunidade, através de oficinas de ilustração realizadas entre 2 de maio e 11 de julho de 2026, no Museu do Sargaço. As sessões promoveram a partilha entre a comunidade e o património local, envolvendo, entre outros participantes, elementos do Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia.

Mais do que uma publicação juvenil, “Para onde vais, Argaço?” constitui um instrumento de valorização, salvaguarda e transmissão do Património Cultural Imaterial, reforçando a importância dos museus enquanto espaços de encontro e aprendizagem entre gerações.

Durante a sessão, a Vereadora da Cultura, Paula Cepa, reafirmou o compromisso do Município de Esposende com a preservação e valorização do património cultural, sublinhando a importância de transmitir os saberes e as tradições locais às gerações futuras, reconhecendo-os como uma expressão viva da identidade coletiva.

Na ocasião, destacou, ainda, a intervenção de requalificação do Museu Municipal de Esposende, temporariamente encerrado ao público. A obra contempla a substituição da cobertura, o reforço do isolamento térmico, a instalação de novas caixilharias e a resolução de problemas de infiltrações e humidades, incluindo também ações de conservação de elementos patrimoniais relevantes, como azulejos e cantarias. Segundo a vereadora, esta intervenção visa melhorar as condições de conservação do acervo, bem como proporcionar melhores condições para o acolhimento de atividades culturais, educativas e de investigação.

A obra representa um investimento elegível de 1,2 milhões de euros, financiado em 70% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Norte 2030.Parte superior do formulário,

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