Já aqui atrás fizemos referência à falta de cuidado nos jardins da cidade mas parece ter caído em “saco roto”. O desmazelo continua por parte de quem responsável – falta de poda de árvores, sebes altas, ervas daninhas, flores murchas, folhas outonais que invadem canteiros e supostos jardins e num descuido gritante que nada dignifica a nossa cidade quando comparada com as urbes vizinhas. As exceções parecem ser mesmo muito poucas, a não ser o “Largo dos Peixinhos” que deve ter sido alindado agora pela “Feira Medieval” – esta, outra invenção recopiada de outras cidades mas sem qualquer fundamento histórico que o justifique quando se poderia apostar no nosso mar, nos estaleiros e construção naval ou até no sebastianismo. Mas enfim. Como diz o ditado popular “À mulher de César não basta sê-lo, tem de perecê-lo” quando comparado com outras obras como a ciclo via, que têm chamado a Esposende muitos turistas e amigos do lazer e do desporto ao ar livre, entre outros desportos.
Ainda sobre as Feiras de Antiguidades e Velharias que se realizam de 15 em 15 dias, alternadamente, têm sido também um pretexto para continuar a alimentar algum comércio local e trazem à cidade novas formas que a fazem movimentar, sobretudo no defeso. E é sobre esta última sobre a qual nos gostaríamos de pronunciar quando, pacatamente, observávamos de perto o bulício e azáfama próprios, à boa maneira marroquina. Desta última, em 06 de Setembro, reparamos que, talvez por ser uma das últimas do verão que ora vai finando, lugar era coisa que parecia ser disputado ao centímetro, de forma que valia tudo. Vimos, entre outros, o monumento ao “Homem do Mar” – mais concretamente, ao monumento sobre a antiga construção de navios em Esposende – ser literalmente invadido por carpetes, espelhos de feira, pneus de motorizadas, cadeiras e outras coisas mais, de tal forma que até pensamos que o fulano do busto que puxava as cordas para levantar a quilha da proa do navio ainda teria uma tarefa suplementar que seria ir levar para o navio, a carpete, o espelho e a cadeira para a sala de comando do capitão!… “E esta, eh ?”.
Mais à frente, num dos canteiros, à falta do tal florido que falamos atrás, servia também de poiso a abajours de candeeiros e outras coisas mais, com bugigangas de permeio “prantadas” de ocasião!…
Mas será que nenhum fiscal da C.M.E. estaria disposto a tentar corrigir tais desmandos ocupacionais, ou é a teoria do vale tudo que vai prevalecendo na nossa cidade? Bem, a resposta só pode ser uma: a quem de direito e responsável. Nós fizemos a nossa parte e, pelo menos, a carpete voltou ao sítio próprio, quando da chamada de atenção.
Fonte: Koenig
Obs. Contra factos não há argumentos


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