Cerca de 400 pessoas assistiram no passado sábado, dia 7 de agosto, numa unidade hoteleira da cidade de Esposende, à apresentação dos candidatos do Grupo de Cidadãos Eleitores JUNTOS PELA NOSSA TERRA, e que integram as listas concorrentes à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Esposende.
Para além da apresentação dos candidatos, a sessão serviu também para a apresentação do Mandatário da Candidatura, cargo ocupado por João Nunes, ex-vereador do Partido Socialista, que se desfiliou recentemente do partido para poder apoiar esta candidatura independente.
A abrir a sessão, João Cepa, candidato à presidência da Câmara Municipal de Esposende pelo JUNTOS PELA NOSSA TERRA, agradeceu a presença de tão elevado número de apoiantes, referindo que passados 4 meses sobre a data em que anunciou a sua candidatura, e considerando os muitos apoios que tem recebido, assim como fazendo o balanço das muitas reuniões que tem realizado com empresas e instituições locais, hoje não tem a menor dúvida de
que “Esposende quer e precisa de um projeto autárquico com estas características, envolvendo cidadãos de várias sensibilidades e áreas políticas e, acima de tudo, cidadãos que nunca participaram em qualquer projeto político, mas que querem o melhor para o seu concelho”.
Antecedendo a apresentação do mandatário e dos candidatos, João Cepa referiu ainda sentir-se muito orgulhoso por poder apresentar “55 bravos e corajosos esposendenses” que o ajudarão na implementação do projeto autárquico que lidera. Não poupando elogios aos cidadãos que constituem o JUNTOS PELA NOSSA TERRA, o ex-presidente da Câmara Municipal e novamente candidato, fez questão de destacar que se trata de “gente livre, determinada, competente, com ideias e com ambição”.
“Sinto-me especialmente orgulhoso porque nenhuma das pessoas que anunciarei de seguida está aqui porque tem de me agradecer um emprego a uma nomeação; porque me deve algum favor; porque tem de proteger o seu emprego ou salvaguardar uma promoção; porque lhe interessa estar ao lado do poder; ou porque espera receber algo em troca”, salientou João Cepa.
E continuou afirmando: “Nenhum dos nossos candidatos está preocupado em defender o resultado de um partido, mesmo achando que algo não está bem no Município”, referiu o candidato.
A apresentação dos rostos do movimento iniciou-se com a apresentação do Mandatário da Candidatura. João Nunes, ex-dirigente e ex-autarca do Partido Socialista, que concorreu contra João Cepa nas eleições autárquicas de 2005 e 2009, foi a pessoa escolhida para o cargo.
Referindo-se ao seu ex-adversário, o líder do JUNTOS PELA NOSSA TERRA, salientou o facto de apesar de terem tido divergências políticas no passado, de terem sido adversários diretos e de terem estado em campos políticos diferentes, sempre ter havido um grande respeito mútuo e e de haver algo que os une neste momento, que é “a certeza de que Esposende precisa urgentemente de mudar de rumo”.
Dirigindo-se ao público presente, João Nunes agradeceu o convite que lhe foi dirigido e que muito o honrou e salientou a importância do Município “recuperar o modelo de gestão que caracterizou os mandatos de João Cepa e que tanto desenvolvimento trouxe ao nosso concelho”. Enaltecendo as qualidades dos candidatos do movimento, principalmente a sua liberdade e paixão pelo concelho, o mandatário chamou a atenção para a necessidade do
concelho voltar a crescer e a afirmar-se: “Os números não enganam. Basta analisá-los nos documentos de gestão do Município. O ano de 2016 foi o ano em que a Câmara Municipal de Esposende menos investiu nos últimos 25 anos. E isto apesar de teimarem em anunciar exatamente o contrário”.
A sessão prosseguiu com a apresentação dos 42 candidatos à Assembleia Municipal do JUNTOS PELA NOSSA TERRA, destacando-se o facto de cerca de metade serem mulheres e de mais de 40% terem menos de 30 anos. Entre os nomes anunciados evidenciaram-se Manuel Losa, actual presidente do Conselho de Administração da empresa municipal Esposende 2000 e ex-Chefe de Gabinete de João Cepa; Teresa Nunes, professora aposentada; João Felgueiras, ex-Deputado Municipal do Partido Socialista; Jorge Capitão, militante e dirigente local do CDS-PP; Mafalda Carreira, ex-Deputada Municipal do PSD; e Carla Morais, atual presidente da Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, eleita pelo PSD.
Na introdução para o anúncio da pessoa que lidera esta lista, João Cepa referiu tratar-se de uma mulher, jovem, “que personifica na perfeição este projeto autárquico: trabalhadora, irreverente, insatisfeita, inovadora, responsável, destemida, livre, com visão de futuro e independente”. E foi desta forma que foi anunciada como cabeça de lista à Assembleia Municipal a forjanense Sandra Bernardino, 42 anos, advogada.
A candidata à presidência da Assembleia Municipal dirigiu-se aos presentes começando por referir o facto de há uns meses atrás ser para ela totalmente impensável envolver-se numa candidatura autárquica, por ser uma das muitas pessoas que está desencantada com a política e com os políticos.
Contudo, também foi essa a razão que a levou a aceitar o desafio que lhe foi lançado: “Eu tenho duas filhas e esforço-me para lhes transmitir os valores que considero serem fundamentais. Um deles é precisamente o da participação cívica. Outro é o da liberdade. Eu não posso ter um discurso num sentido e agir no sentido contrário. Eu não posso fazer críticas à política e aos políticos e virar as costas a um desafio apenas porque me vai dar trabalho ou constrangimentos ou porque vou ser opositora de alguém que é meu conhecido”.
Continuando a referir-se à imagem que a sociedade tem da política e dos políticos Sandra Bernardino acrescentou: “Creio que estamos todos um pouco fartos de partidos políticos; das políticas orientadas para os interesses de poucos; dos expedientes usados para alcançar este ou aquele benefício; da forma como é feita a análise dos factos e dos números, consoante seja deste ou daquele partido”.
Justificando a sua decisão de participar num movimento independente, a candidata à Assembleia Municipal destacou o facto de não estarem “dependentes das orientações vindas de gabinetes que não conhecem sequer as necessidades de Esposende”. E acrescentou: “Sendo um movimento independente não temos de tomar decisões para agradar a este ou aquele militante e não temos de ter rampas de lançamento para este ou aquele militante ou simpatizante”. Sobre esta matéria concluiu dizendo “Sendo um movimento independente apenas temos um único
propósito: o melhor para cada um dos habitantes do concelho de Esposende, sem exceção”.
Perante uma assistência completamente rendida ao discurso, Sandra Bernardino salientou as grandes diferenças existentes entre o município de Viana do Castelo, onde trabalha, e o município de Esposende, onde vive, no que à política de fixação de empresas diz respeito: “Todos os dias percorro a EN 103 e passo na zona industrial de Neiva. O que vejo diariamente faz-me perguntar o que se passa com a política de fixação de emprego num e noutro concelho. E devo dizer que, neste caso, Esposende tem muito a aprender. Esposende deve ter a capacidade de atrair investimento para, dessa forma, criar emprego. A Município tem obrigação de criar condições para que isso aconteça”.
A candidata do JUNTOS PELA NOSSA TERRA terminou o sua intervenção, que foi longamente aplaudida, anunciando algumas das medidas que pretende implementar enquanto presidente da Assembleia Municipal de Esposende: a criação de grupos de trabalho dentro da Assembleia Municipal para que a mesma acompanhe mais de perto a atividade da Câmara Municipal; a descentralização das sessões da Assembleia Municipal, realizando-as também nas freguesias; a transmissão online das sessões da Assembleia Municipal; e a realização de sessões dirigidas especificamente aos jovens, como forma de os envolver na causa pública.
A última parte da sessão foi preenchida com a apresentação dos candidatos que acompanham João Cepa na candidatura à Câmara Municipal de Esposende, sendo grande a expetativa relativamente aos nomes que iriam ser anunciados.
Chamando um a um para junto de si, o cabeça de lista apresentou os restantes candidatos dando especial destaque à pessoa que ocupa o segundo lugar na lista: “Devo ter a humildade de assumir que em 2009 cometi um erro. Cometi um erro de escolha. Se em 2009 a minha opção para o lugar de vice-presidente tivesse sido esta que fiz agora, muito provavelmente hoje não seria novamente candidato à Câmara Municipal, porque tenho a certeza que o dinheiro dos
nossos impostos estaria a ser bem gerido e aplicado; a Câmara Municipal estaria organizada e a funcionar bem, resolvendo rapidamente os problemas dos cidadãos, das empresas e das instituições; os investimentos seriam feitos uniformemente durante os 4 anos de mandato; e o Município estaria a apostar fortemente na criação de emprego e na fixação de população no concelho”. Antevendo-se o anúncio de Rui Pereira, vereador que se destacou no mandato que agora termina, como número dois da sua lista, João Cepa afirmou. “Trata-se de um homem que é um exemplo de competência, dedicação, sentido de responsabilidade, disponibilidade e paixão pela causa pública. Para além disso é um extraordinário ser humano. Espero que os esposendenses escolham para próximo vice-presidente da Câmara Municipal de Esposende o Rui Manuel Martins Pereira”.
O anúncio daquele que se suspeitava que pudesse vir a ser o segundo elemento da lista do JUNTOS PELA NOSSA TERRA, provocou na sala uma reação de grande entusiasmo, que atingiu o ponto máximo quando João Cepa e Rui Pereira trocaram um longo e sentido abraço.
Falando aos presentes em representação de todos os candidatos do JUNTOS PELA NOSSA TERRA, Rui Pereira começou por referir: “Quero dizer-vos que é uma grande honra e orgulho, e que sinto uma satisfação e uma alegria imensas, em estar dentro desta sala com estas pessoas. Estou onde quero estar e com quem quero estar, de uma forma totalmente livre e descomprometida”.
Justificando a sua opção por esta projeto autárquico, acrescentou referindo-se ao presidente com o qual trabalhou no mandato 2009-2013: “Na base da minha decisão de estar aqui hoje, esteve fundamentalmente uma razão: a amizade, o reconhecimento e a gratidão que tenho por um homem que conheço há mais de 20 anos e que desde sempre me ajudou e esteve ao meu lado. Por isso, também eu não podia deixar de estar ao seu lado no momento em que se candidata às eleições de 1 de outubro”. E concluiu: “Um outro motivo tem a ver com a capacidade, preparação e visão das pessoas. Trabalhei com os dois principais candidatos à Câmara Municipal às eleições de 1 de outubro. Não tenho dúvidas em escolher aquele que está mais bem preparado para os desafios que se avizinham.”
Fazendo aquela que diz ter sido a primeira e última referência pública ao mandato que agora termina, Rui Pereira explicou: “Foi um mandato difícil em termos pessoais. Um mandato onde nem sempre tive a confiança dos meus pares; onde o trabalho desenvolvido e as decisões foram individuais; onde faltou a equipa, a união e o companheirismo.”
Voltando a referir-se ao cabeça de lista à Câmara Municipal, o potencial vice-presidente reforçou: “É um homem com provas dadas, muita obra feita, muitos projetos concretizados e muitas medidas implementadas. Dando continuidade à grande obra de Alberto Figueiredo, João Cepa foi capaz de mudar a face do concelho, dotando-o não só de infraestruturas básicas, mas de outros equipamentos e potencialidades que colocaram Esposende no mapa. O muito que fez, fê-lo de forma estratégica e tendo em conta o desenvolvimento do concelho de uma forma integrada. Deixou a Câmara Municipal com uma saúde financeira invejável e foi considerado um autarca modelo, num tempo em que ter contas equilibradas era uma opção local e não uma imposição do governo; e num tempo em que foram necessários cortes, restrições e muito controlo orçamental. É isto que o faz ter vontade de regressar. O sentir que tem capacidades e qualidades para continuar este trabalho de sucesso que iniciou em tempos bem mais difíceis do que os
atuais.”
A intervenção foi rematada com a alusão àquilo que são os objetivos gerais para o próximo mandato: “Queremos um concelho que crie oportunidades iguais para todos; um concelho que tenha por prioridade as pessoas; um concelho onde as palavras “democracia” e “cidadania” não sejam apenas para usar em sessões públicas, mas sim nos gabinetes onde sejam tomadas decisões; um concelho onde as prioridades sejam definidas no início de um mandato e sejam
levadas até ao fim, não sendo sujeitas a estratégias eleitoralistas; um concelho onde os munícipes sejam o centro das atenções; um concelho apelativo e captador de investimento, de criação de riqueza e socialmente justo. Um concelho onde se goste de viver e que seja um prazer visitar.”
A sessão seria encerrada com uma última intervenção de João Cepa que assumiu perante os presentes o compromisso de “gerir o dinheiro dos munícipes com rigor e sem megalomanias”; de “apostar na concretização dos projetos que são verdadeiramente importantes para o concelho”; de “apostar na criação de emprego e de riqueza”; e de “apostar na fixação de pessoas no concelho”.
Fonte: “Juntos Pela Nossa Terra”




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