João Cepa, diretor do jornal Online “Esposende Acontece”, António Ferreira da “TV Esposende” e António Nogueira do “Farol de Esposende”, apresentaram estes distintos projetos de Comunicação Social que se faz no nosso concelho, num debate que teve lugar na passada segunda feira, na Escola Secundária Henrique Medina, numa iniciática promovida pelo CQEP Litoral Cávado, em parceria com a EPE e a ACICE.
O Debate, que teve lugar no Auditório do CQEP Litoral Cávado da Escola Secundária Henrique Medina e foi moderado por Armando Loureiro, Coordenador do Centro para a Qualificação e o Ensino Profissional – CQEP Litoral Cávado, abordou esta temática integradora, da diversidade de plataforma comunicacionais e informacionais disponíveis em Esposende e ao serviço das pessoas, tendo a organização desta tertúlia convidado os responsáveis dos órgãos de comunicação social em actividade local e representantes de cada uma das tipologias, cabendo, no suporte físico, a representação ao jornal mais antigo publicado em Esposende, o Farol de Esposende.
A ação que contou com a participação dos formandos e formadores dos Cursos de Educação de Adultos que decorrem, em funcionamento pós-laboral, na escola Secundária Henrique Medina, no âmbito da Unidade de Competência “Tecnonogias de Informação e Comunicação”, abordou as problemáticas como “A imprensa tradicional, a rádio e televisão e a internet” bem como a obtenção de resposta a questões como ”Será Esposende um concelho informado? e “A quem interessa e que utilidade apresenta a diversidade de plataformas comunicacionais e informacionais?”
João Cepa, que se confessou se sentir um novato na área da comunicação, contou que o projeto do jornal online “Esposende Acontece”, que era previsto inicialmente para ser uma revista, que no entanto, e após estudo se viu não ser viável, é essencialmente um meio para tentar divulgar o que de bom e se faz no nosso concelho, embora com muitas limitações, já que, a sua publicação depende atualmente de apenas 1 pessoa – ele mesmo.
Segundo João Cepa, as principais condições para uma boa informação são a Independência, Recursos Humanos e Financeiros e Boas Fontes, o que infelizmente para a imprensa local, que deveria ser considerada Serviço Público, não pode ter.
O “Esposende Acontece”, de João Cepa, o único jornal Online do nosso concelho, segundo o seu diretor, em apenas 1 ano tem já perto de 1 milhão e 2000 visitas, com muitos dos seus leitores a clicarem-no no estrangeiro e nos 5 continentes.
António Ferreira, diretor da “TV Esposende”, um site que para além de noticiário escrito, tem na imagem a sua principal procura e diferenciação, com emissão independente, ou em parceria com Norte Litoral TV e ainda com transmissões nos canais da MEO.
Ferreira, que disse que deve à rádio, onde se iniciou há cerca de 30 anos, que trouxe a experiência e a paixão, pela comunicação social, tendo iniciado o seu “pontapé de saída” na Televisão via net na extinta “Esposende TV”, onde foi seu Diretor e confessa ter tido umas condições fantásticas, infelizmente com pouca viabilidade.
Este projeto, que segundo António Ferreira, tem 10 a 12 mil visitas diárias, já há muito ultrapassou as barreiras do nosso concelho, de onde tem vindo várias propostas de trabalhos e do mundo, tendo a trabalhar consigo cerca de 10 pessoas.
O Dr. António Nogueira, Diretor do Farol de Esposende, o mais antigo jornal do concelho editado em papel, que já leva 25 anos de vida, apresentou as enormes dificuldades deste quinzenário editado pelo Fórum Esposendense, que conta com 1.000 assinantes e já leva perto de 600 edições publicadas.
Segundo o seu diretor, apesar das suas notícias serem sempre retardadas, pois o jornal tem de ir para a tipografia 2 dias antes de sair ao público, ele é ainda muito apreciado, nomeadamente pelos perto de 400 emigrantes que o assinam, pois é visto como autêntica relíquia, que é lido e relido muitos, pela relação íntima com a sua terra e os seus costumes e tradições.
O certo é que os convidados destes diferentes projetos, mostraram muitas questões que os une e move, como a motivação por este trabalho, que tem muito ou quase tudo de carolice, a falta de apoios e as dificuldades de vários tipos, nomeadamente da colaboração de muitas das nossas instituições em fazer chegar informações das suas atividades, que gostariam de divulgar ainda mais.
Fonte: Novo Fangueiro
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