O jovem Mateus Cepa, de Esposende, sagrou-se campeão nacional de Enduro Cup 125cc, no passado fim de semana, em Águeda, “Foi um sonho concretizado, um feito extraordinário e histórico conseguido com muito sacrifício e muita luta dadas as condições das provas”, referiu Mateus Cepa.

O encerramento da época do Campeonato Nacional de Enduro decorreu no início de outubro, em Águeda. A festa prometia, dada a presença de 150 concorrentes, para além das excelentes condições atmosféricas que se fizeram
sentir e do percurso, constituído por 50 Km e três especiais TOP.
Mateus Cepa confessou estar “bastante stressado, pois as contas finais não sendo impossíveis, podiam tornar-se complicadas”. Isto porque, para a reta final partia na sétima posição da geral e na terceira na sua categoria, a quatro
pontos do primeiro. Por isso, a única solução foi “punho enrolado e arriscar tudo e, no fim, faziam-se as contas”, confessou.
No entanto, logo na primeira prova especial a quantidade de pó era tanta que, ao tentar ultrapassar dois pilotos, “bati violentamente numa pedra” tendo afetado a roda da frente, o quadro e outras peças, para além de sofrer
ferimentos numa perna. Apesar das dificuldades e de ter pensado em “desistir, decidi ir até ao controlo, onde cheguei com 8 minutos de penalização”, explicou. Aqui chegado, decidiu avançar para o segundo controlo, onde chegou
sem penalização e, onde “por milagre”, se encontrava o pai que lhe deu a assistência possível, permitindo-lhe dar continuidade às provas.
“Foram as 4 horas mais difíceis da minha vida. As dores eram tantas que tinha que meter as velocidades com a mão”, confessou. Concluiu o dia na quarta posição, com 36 minutos de penalização, que o colocaram na sétima
posição da geral.
No final, os paramédicos deram-lhe assistência necessária.
Já no domingo, segundo dia de provas, a estratégia passou por “ganhar a prova para garantir o primeiro lugar do campeonato em 125cc”.
E, se o dia anterior fora demasiado azarado, o início do domingo parecia não ser melhor. Logo no primeiro controlo, Mateus Cepa ficou sem motor de arranque… e “nunca mais desliguei a minha querida AJP, que andou mais de
quatro horas sem arrefecer”. A partir daqui, tudo foi diferente. “Saí da primeira prova especial na primeira posição e depois foi só gerindo os tempos, alcançando a terceira posição no grupo”, o que permitiu conquistar o
campeonato de 2017.
O ser campeão teve um sabor muito especial para Mateus Cepa, pois “apesar das muitas contrariedades, consegui o título no primeiro ano de competição, o que é um feito extraordinário e histórico para mim”, confidenciou
o jovem residente nas Marinhas, em Esposende.

Sampaio Azevedo

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