Na sequência da apreciação que fiz ao relatório de Gestão do Município de Esposende – Ano de 2014

, abstive-me na votação desta proposta de Relatório de Gestão do ano de 2014 tendo em conta o equilíbrio financeiro evidenciado nos valores de disponibilidades da Câmara Municipal de Esposende.

Estou ao lado daqueles que, seja em que circunstância for, gastem menos dinheiro do que aquele que recebem. Esta regra de boa gestão e de bom senso deve ser prosseguida por esta Câmara Municipal, de forma a não comprometer o futuro deste Município e tem o meu apoio.

No entanto, este Relatório de Gestão revela claramente sinais preocupantes que demonstram que ter muito dinheiro no banco nem sempre é sinónimo de que tudo esteja a ser bem feito.

Desde logo, deve notar-se que o resultado líquido do exercício de 2014 é inferior, face a 2013, em cerca de trezentos e trinta e cinco mil euros.

No mesmo sentido, verifica-se uma surpreendente informação de prejuízos a imputar à dívida Municipal (cujo efeito se verá quando for apresentado o relatório de consolidação de contas) proveniente da cooperativa Zendensino e da empresa municipal Esposende Ambiente (mais de cinco milhões e seiscentos mil euros).

Apesar do “rigor, equilíbrio e sustentabilidade” enunciados na Nota Final, este Relatório demonstra que as despesas correntes aumentaram mais de setecentos e setenta mil euros.

Ao contrário do que é afirmado nessa Nota Final, subscrita pelo senhor Presidente da Câmara, houve uma brutal desaceleração do investimento municipal. São menos quatro milhões de euros de despesas de investimento da Câmara Municipal comparando com o ano de 2013.

Do mesmo modo também não é exacto afirmar que não houve um aumento dos encargos assumidos pelas famílias.

Analisando as receitas do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), do IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões onerosas de Imóveis) e da receita da Tarifa de Resíduos Sólidos, verifica-se que a Câmara cobrou em 2014 mais um milhão e noventa e nove mil euros do que em 2013.

E quem é que pagou isto senão as famílias?

Concluindo, direi que há muito dinheiro nos bancos, mas muito à custa do enorme aumento da carga fiscal sobre os munícipes esposendenses. As pessoas pagaram mais.

 

Fonte: PS Esposende

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