Em S. Bartolomeu do Mar, concelho de Esposende, dar sangue é sinónimo de altruísmo e de solidariedade. Foi deste modo que a população marcou mais uma dádiva de sangue. A “prenda” decorreu no dia 14 de fevereiro, dia dos namorados, nas instalações do Centro Social da Juventude de Mar.
O Instituto Português de Sangue e da Transplantação, em colaboração com a Associação Humanitária de Dadores de Sangue de Esposende e com o apoio da Paróquia e do Centro Social da Juventude de Mar levou a cabo, no dia 14 de fevereiro, mais uma recolha de sangue e de medula óssea, em S. Bartolomeu do Mar, no concelho de Esposende, ação que decorreu nas instalações do Centro Social da Juventude de Mar.
Apesar do frio e do mau tempo que se registou no dia, a população de Mar demonstrou, mais uma vez, toda a sua disponibilidade em ajudar o próximo, assim como manifestou o seu altruísmo e solidariedade para com os concidadãos que deitados numa cama necessitam do precioso líquido que é o sangue. De forma anónima, são muitos os que necessitam de sangue. Todas as intervenções cirúrgicas que ocorrem no país contam com o sangue doado por muita gente anónima, e só se realizam se efetivamente a unidade hospitalar tiver o sangue disponível… caso contrário, será adiada. Por isso, é importante que cada pessoa que possa dar sangue, compareça à dádiva e disponibilize uma pequenina parte do seu sangue para quem precisar dele. “Hoje por eles, e amanhã por nós” como nos referiu a dadora Isabel Cerqueira Alves, que deu sangue durante vários anos, em Mar, e que deixou de dar quando foi emigrante e, agora regressada ao seu país, voltou a estender o braço, pois “nada custa e faz muito bem a quem precisa”, referiu.
A dadora Emília de Abreu Sampaio Moreira, de 54 anos, confidenciou-nos ser dadora de sangue “há muito tempo”, tendo tudo iniciado com um “convite” para dar sangue. “Por sinal, foi no dia dos meus anos. Foi uma prenda”, adiantou sorridente. Garantiu que “para mim não custa nada dar sangue”. Sempre que houver recolha estará presente pois “temos de ajudar quem precisa. Se posso dar, dou”, concluiu a Emília Moreira.
Um pouco mais tarde, chegou para o reforço do café, a irmã Lola, de seu nome Aurora de Abreu Sampaio Peixoto, de 50 anos, que à pergunta quando começou a dar sangue, respondeu de imediato: “já perdi a conta aos anos que dou sangue”. E, sem se deter, adiantou que tudo se iniciou quando no princípio das recolhas, “vim ver como era, juntamente com o meu marido e comecei a dar sangue”. A partir daí, tem marcado presença nas duas recolhas que se efetuam em Mar, anualmente. “Gosto de dar sangue porque posso ajudar outros. E enquanto puder é para continuar”, rematou a Lola.
Por seu lado, a jovem Isabel Cerqueira Alves, de 28 anos, partilhou uma experiência diferente, mas que denota bem a forma solidária em relação aos outros. “Já sou dadora, há seis anos. Entretanto, parei porque tive de emigrar e, agora, regressada à minha terra, volto novamente a dar sangue”, confidenciou-nos sorridente e bem disposta, após mais uma dádiva. E tudo começou porque quando fez 18 anos, “o meu avô convidou-me para dar sangue e eu vim! Apeteceu-me vir”. E quanto ao futuro, adiantou que é para continuar pois “com este gesto podemos ajudar a salvar vidas. Hoje por eles, amanhã por nós”, referiu a jovem Isabel.
Colaborador: Sampaio Azevedo

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