– Mas há jardins em Esposende ?   Por certo, que ter-se-á de andar de “lupa” na mão para encontrar algum que se veja !… ? Por essas vilórias fora, mais a norte, é uma constatação – Arcos de Valdevez, Ponte de Lima (..). – e os nossos olhos (ar)regalam-se de pasmação perante a beleza dos arbustos e flores com que os autarcas dessas terras fazem sobressair ruelas e avenidas. Por cá, parece que há aversão à flor e mesmo algum jato de água “prantado” logo desaparece como as gaivotas da Rua “Direita”. É pena. No Largo Rodrigues Sampaio há sebes ditas de arbustos silvestres que são do tamanho de um homem e nem deixam visionar o lado oposto dos canteiros. Mesmo no Largo dos Peixinhos – talvez o menos descuidado, a água dos jatos da catraia só brota aos domingos e feriados. No Largo da Siloca, já era e transformou-se num “cemitério”. O da Av. Rocha Gonçalves, é conforme, e quando por lá passa o “presidente” . O Largo do Tribunal, há muito que dispensou qualquer cor floral e aquilo mais parece um matagal, já para não falar num arvoredo espesso e sombrio que nunca deve ter levado poda alguma, que me lembre, pois moro em frente. No da estátua de D. Sebastião, idem aspas. As poucas floreiras da Rua 1º de Dezembro têm servido mais de “cinzeiros” que de floreiras. Enfim. As árvores raramente levam uma poda e há algumas ali ao R. Sampaio que já estão quase no 3º andar de um prédio !…Uma terra alindada não pode ser apenas ciclovias, tem de ter o condimento próprio da beleza de uns jardins e repuxos que embelezem ainda mais este “Privilégio da natureza…”. Onde páram os engenheiros agrónomos da C.M.E., ou afins, que tratam desta tarefa ? Se não há gente especializada na autarquia para o efeito, encomendem a outros peritos no assunto como o fizeram com a “Esposende ambiente”. Ainda a propósito, foram precisos 8 anos para acertarem com o tipo de árvores para a marginal norte, que é salina, desde o pinheiro bravo até à atual – aliás bem pensada e que floresce lindamente; todavia, no Largo R. Sampaio e mais para sul da marginal, é outro, de folha caduca, que só trás lixeira no outono, cresce desalmadamente, inestético, e a maior parte delas já encurvada, apesar de recentes. Uma tristeza digna de registo!…

A quem de direito.

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Artigo Opinião: Lino Rei

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